O índice de referência português fechou a perder 0,47%, encerrando agosto com a pior queda mensal em dez meses, numa sessão em que Lisboa digeriu fracos resultados das duas maiores construtoras cotadas, a Mota-Engil e a Teixeira Duarte. Quanto aos índices europeus sofreram a maior queda mensal em quatro anos, nervosos com a dupla ameaça de um abrandamento da economia chinesa e subida de taxas de juro nos Estados Unidos.

A queda de 1,36% da Jerónimo Martins foi a que mais pesou, seguida da descida de 1,72% do Millennium BCP. O BPI recuou 1,18% e as ações do Banif encerraram estáveis.

A Mota-Engil caiu 1,19%, após ter desiludido com uma forte queda do lucro nos seis meses de 2015, muito superior às expectativas, penalizada pela contração do mercado de África, apesar da redução dos custos financeiros e dos impostos, segundo analistas. A Mota-Engil mostrou lucros de 12,6 milhões de euros, o que representa uma queda de 60% na comparação com o semestre homólogo do ano passado. 

A Teixeira Duarte recuou 0,63%. O seu lucro contraiu 43% para 24,2 ME no primeiro semestre de 2015, penalizado por quebras dos volumes de negócios em Portugal e principalmente na Venezuela, via efeito cambial.

No sector energético, a Galp perdeu 1,16% e a EDP 0,54%.

Pela positiva, a Semapa avançou 2%. O negócio de cimentos da empresa em Portugal mostrou sinais de recuperação nas vendas e rentabilidade no segundo trimestre de 2015, ajudando a compensar quedas da atividade na Tunísia e no Líbano, segundo analistas, que viram os resultados do conglomerado em linha com o esperado.

A Impresa fechou a disparar 4,96% para 0,74 euros. As subidas de circulação do semanário Expresso da Impresa, do diário Público da Sonaecom e do jornal I contrariaram o declínio das principais publicações generalistas em Portugal no primeiro semestre de 2015, segundo dados da APCT.