Foi a sétima sessão consecutiva de queda para a Bolsa de Lisboa. O índice PSI-20 perdeu apenas 0,3%, bastante melhor do que a generalidade das pares europeias, o que se justifica pela forte subida das ações da Jerónimo Martins.

Mas veio da Galp o principal contributo para o fecho negativo do PSI-20. As ações da petrolífera portuguesa caíram 1,49% para 9,665 euros, com a pressão do preço da preço da matéria-prima a sobrepor-se a uma nota de análise positiva do JP Morgan. Esta casa de investimento subiu em 32% o preço-alvo que atribui à Galp para 11,2 euros, de 8,5 euros antes. O JP Morgan sublinhou "o portfolio distintivo da Galp, pautado por um crescimento de volume no Brasil a baixos custos".

Sentimento negativo também no sector da banca, com o BPI a perder 3,21% e o Millennium BCP a recuar 1,91%.

Em sentido, contrário, as acções da Jerónimo Martins subiram 2,94%. O Jefferies antevê que a empresa venha a apresentar dados consistentes no dia 12, para quando está agendada a divulgação das vendas preliminares referentes a 2015. A casa de investimento acredita que a Jerónimo Martins vai mostrar ganhos nos volumes na Polónia, onde há sinais de um regresso de pressão inflacionária, e também progressos em Portugal.

Suporte adicional da telecom NOS e da REN, com ganhos de 0,31% e 0,64%, respetivamente.

A construtora Teixeira Duarte disparou 6,04%, embora com um volume reduzido. A construtora registou esta semana a cotação mais baixa desde finais de 2012.

PETRÓLEO PENALIZA EUROPA

O FTSEurofirst300, índice composto pelas 300 maiores cotadas europeias, perdeu 1,49%, pressionado pelos persistentes receios sobre excesso de oferta e procura fraca no mercado petrolífero. A Bolsa de Madrid caiu 1,66%, a de Paris desceu 1,59% e a de Frankfurt desvalorizou 1,31%.

O preço do barril de Brent caia 2,7%, para 33,53 dólares, perto de mínimos de onze anos e meio, após um dia bastante volátil.

Dados fortes da economia dos EUA, com um aumento de 292.000 postos de trabalho nos sectores não-agrícolas em dezembro (superando largamente a estimativa de criação de 200.000 empregos), levaram as bolsas europeias para terreno positivo no princípio da tarde, mas o afundar da cotação do petróleo ensombrou o fecho.

A primeira semana de 2016 foi a pior para as ações europeias desde agosto, num repetição das razões para as quedas registadas há cinco meses: os tombos dos mercados asiáticos e os fracos dados da economia da China também tinham contagiado as praças globais durante o verão do ano passado.