As acções do Banif chegaram a tombar 38,5% durante a sessão desta quinta-feira, fixando um novo mínimo histórico em 0,0008 euros. No fecho, o Banif registava um tombo de 30,77%, para 0,0009 euros. "O Banif está a ser penalizado porque há receio dos investidores que não consiga reembolsar os fundos públicos", disse Gualter Pacheco, 'dealer' da GoBulling, citado pela agência Reuters. Adiantou que "o banco tem feito um esforço para encontrar uma solução, mas não tem conseguido, e os acionistas receiam que a dívida subordinada possa ser transformada em capital, o que iria penalizar os acionistas", realçando que o ruído à volta do banco também prejudica. O Banif já desvalorizou 84% em bolsa este ano e a capitalização bolsista é de apenas 41 milhões de euros.

Cenário mais positivo no resto da banca, com o BPI a ganhar 1,48% e o Millennium BCP a avançar 4,56%. "A Fitch disse hoje que os bancos portugueses estão a começar a estabilizar, suportados por um clima relativamente favorável de crescimento económico e o BCP foi o principal beneficiado com estas declarações", explicou aquele trader.

Suporte adicional da Galp Energia e da telecom NOS, tendo fechado ambas a subir 0,61%.

Em sentido contrário e para além do Banif, destaque para a queda de 1,06% da Jerónimo Martins. A EDP deslizou 0,1% e a EDP Renováveis perdeu 1%, apesar de ter sido alvo de um 'upgrade'. O Kepler Cheuvreux melhorou a recomendação da subsidiária da EDP para ‘Hold', de 'Reduce', beneficiado do dólar forte graças à exposição ao mercado norte-americano.

O índice PSI-20 fechou a ganhar 0,07%.

EUROPA MISTA

As bolsas europeias encerraram sem tendência clara, oscilando entre uma subida de 2,99% em Atenas e uma queda de 0,63% em Londres. Os sectores do retalho e da banca apresentam as maiores quedas, enquanto, em sentido contrário, o sector dos recursos básicos ganhou 1,1% com a Glencore a escalar 7%. A empresa do setor mineiro anunciou ao mercado novas metas que passam por uma maior redução da dívida e um travão nos gastos.

No mercado secundário de dívida, os juros de referência da dívida soberana de Portugal, na maturidade a 10 anos alivia três pontos base para 2,44%, em linha com as descidas ligeiras das pares italianas e espanholas.