O BCP disparou 7,71% e recuperou parcialmente das quedas fortes desta semana, na sequência da vitória eleitoral dos eurocéticos na Polónia. Foi o grande destaque do dia na Euronext Lisboa e uma das principais causas para a forte subida do mercado nacional de ações.

Sentimento mais negativo nos outros dois bancos do índice, com o Banif a destacar-se de novo com uma queda de 4,35% para 0,0022 euros, após ter fixado um mínimo em 0,0019 euros. "No lado negativo continua o Banif que nesta altura tem a variação do preço associada ao efeito 'penny stock'. Por outro lado, é cada vez mais difícil acreditar na possibilidade do Banco saldar a dívida subordinada injectada pelo Estado", referiu Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, citado pela agência Reuters.

O BPI deslizou 0,46%, tendo o banco apresentado os seus resultados trimestrais logo após o fecho da sessão bolsista.

As ações da Galp Energia subiram 4,03%, beneficiando da subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais e de um aumento de 6% no preço-alvo por parte do BPI, de 11,8 euros para 12,55 euros por ação.

A EDP Renováveis avançou 1,84%. O lucro da eólica disparou 88% em termos homólogos para 100 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2015, mais do que esperado, devido a ganhos não recorrentes, com a performance operacional a ficar em linha com as previsões.

A retalhista Jerónimo Martins ganhou 0,4% e a Portucel, que divulga resultados amanhã, valorizou 2,19%. Segundo analistas, o lucro da Portucel terá tido uma subida homóloga de apenas 2,3% para 44 milhões de euros no terceiro trimestre do ano.

A Altri subiu 0,86 euros para 4,227 euros. O BPI retirou o título da 'Core List' de favoritas na Ibéria, após ter cortado a recomendação do título para 'Neutral', após a forte valorização de 70% do título em 2015. O BPI vê os preços da pasta de papel estáveis até Fevereiro de 2016, quando deverão começar a deslizar.

No mercado de dívida, o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos descem nove pontos base para 2,387%, acompanhando o movimento de descida das pares espanhola e italiana.

Os principais índices europeus fecharam em terreno positivo e o índice de referência FTSEurofirst 300, que agrupa as 300 maiores cotadas europeias, ganhou 1,11%, animados com os bons resultados da cervejeira Heineken e da farmacêutica belga UCB.

A fabricante automóvel Volkswagen apresentou esta manhã o primeiro prejuízo trimestral em 15 anos, mas as ações valorizam 3,99%, com os operadores de mercado a expressarem algum alívio de que os resultados não foram piores, depois do escândalo do falseamento dos testes de emissões de gases tóxicos.

Atenções voltadas para o final da reunião da Reserva Federal. O banco central dos EUA deverá manter as taxas de juro e deverá ter dificuldades em convencer os investidores mais céticos de que conseguirá apertar a política monetária antes do final do ano, perante um cenário de abrandamento económico mundial. "Duvido que (a presidente da Fed, Janet) Yellen queira parecer particularmente agressiva. Os últimos dados macro tem sido medíocres e é preciso mais tempo para avaliar se a China e os mercados emergentes estabilizaram", disse Giuseppe Sersale, gestor de fundos na Anthilia Capital Partners, em Itália.