O antigo líder da UGT, João Proença, que é membro do secretariado nacional do PS, diz que a sua ida para a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) é «temporária» e que receberá o «mesmo salário».

«Eu sou funcionário público desde 1970. Se quisesse, podia reformar-me, mas optei por continuar. Pedi transferência temporária. Continuo vinculado ao mesmo organismo, vou receber o mesmo salário no desafio da AICEP porque penso que serei útil», afirmou, à margem de uma conferência de imprensa na sede socialista.

Após 18 anos à frente da central sindical, Proença vai começar a trabalhar na próxima semana com o presidente da AICEP, após ter obtido a transferência do quadro do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

«Haverá direito de reserva sobre os trabalhos (da AICEP), mas ouvir-me-ão falar muito mais sobre trabalho, emprego e segurança social como cidadão e responsável do partido», assegurou.

Na quarta-feira, o ex-sindicalista confirmou à agência Lusa que tinha «manifestado interesse» em ser transferido do LNEG, a cujo quadro pertencia, para a AICEP de forma a poder continuar a manter contactos com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

Segundo Proença, a transferência foi feita na terça-feira, embora ainda falte o despacho do secretário de Estado da Energia, e o trabalho na AICEP deverá começar na próxima semana.

O antigo secretário-geral da UGT disse na terça-feira à Lusa que vai trabalhar junto do presidente da AICEP, Pedro Reis, nomeadamente para ajudar a atrair investimento da CPLP, embora as suas funções ainda não estejam bem definidas.

João Proença deixou a liderança da UGT no último congresso da central, a 20 e 21 de abril, depois de 18 anos como secretário-geral da central, com a promessa de continuar a dar o seu contributo ao movimento sindical, a que se dedicou desde 1979.