O leilão das 85 obras de Miró, da propriedade da Parvalorem, que estaria marcado para junho, poderá estar em risco, escreve o Diário Económico. Isto porque o processo judicial que está em curso dificilmente estará concluído nesta data.

Está em curso nos tribunais uma segunda providência cautelar para travar a venda das obras, e na semana passada foram entregues todas as contestações por parte dos advogados da Parvalorem.

A exigência da classificação das obras tem sido feita pela oposição, mas Governo e empresa insistem que, estando a coleção há menos de 10 anos em Portugal, essa obrigatoriedade de inventariação não se aplica.

Se o desfecho da providência cautelar dite o cancelamento do leilão, o futuro fica em aberto, já que não é conhecido o contrato entre a Parvalorem e a leiloeira Christies.