A adesão à greve parcial dos trabalhadores da central dos correios de Lisboa, a maior do país, contra o fim do horário contínuo atingiu esta segunda-feira os 80%, seguindo-se o Porto e Coimbra com adesões inferiores, segundo fonte sindical.

Segundo disse à Lusa, o secretário-geral ajunto do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Eduardo Rita, a greve parcial dos trabalhadores dos centros de produção e logística do país, também designados como centrais de correio, teve esta segunda-feira início e termina dia 2 de agosto e está a ter «uma adesão excelente».

Em Lisboa, nos períodos da manhã e da tarde, registou-se quase 80% de adesão e, no Porto, no período da noite chegou aos 69% e aos 35% na manhã. Eduardo Rita explicou que falta ainda apurar os resultados da adesão relativos à tarde, onde as expectativas são de «forte adesão».

Já em Coimbra, onde apenas existe o período noite/manhã, a adesão ficou-se pelos 31%.

O dirigente sindical explicou que os CTT enviaram ao sindicato um ofício a 30 de junho para informar que tinham intenção de acabar com o horário contínuo de trabalho para todos os trabalhadores das centrais de tratamento de correio e para os trabalhadores da distribuição de Lisboa.

O sindicato justifica que, como a greve parcial em curso já tinha sido marcada, os trabalhadores da distribuição não puderam juntar-se a tempo, mas adiantou que estes já marcaram uma greve geral para 04 de agosto para protestar contra essa eventual medida.

Por sua vez, também os trabalhadores das centrais têm prevista uma greve para 4 e 5 de agosto para reforçar esta luta.

É que, segundo exemplificou Eduardo Rita, o fim do trabalho contínuo tem impactos por exemplo nos trabalhadores do turno da noite que terminam às 23:00, porque se a medida for implementada passam a sair às 00:00, deixando de ter transportes.

Em causa estão os 997 trabalhadores, dos quais 670 das centrais de tratamento de correio (os restantes são da distribuição).

Já na próxima quinta-feira, os trabalhadores da central de Lisboa vão concentrar-se junto à porta principal das suas instalações, de onde iniciarão uma marcha, durante o período de greve, entre as 10:00 e as 12:00, até à sede dos CTT, o edifício Báltico, no Parque das Nações.