Os trabalhadores das empresas Prosegur e Securitas dos aeroportos nacionais vão estar em greve no dia 27 de agosto, em defesa de melhores condições de trabalho. No mesmo dia, param também assistentes de portos e aeroportos na sequência do fracasso a negociação para o contrato coletivo de trabalho.

Os funcionários da Prosegur e Securitas são responsáveis pela segurança dos cerca de 40 milhões de passageiros que passaram pelos aeroportos nacionais em 2015, prevendo-se números semelhantes em 2016.

De acordo com o pré-aviso de greve do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), afeto à CGTP, os trabalhadores dos aeroportos nacionais vão também, para além da paralisação de 24 horas, avançar para uma greve ao trabalho suplementar entre 24 de agosto e 31 de dezembro.

Na origem desta greve estão a negociação de um contrato coletivo de trabalho para os Assistentes de Portos e Aeroportos (APA) sem qualquer regime de flexibilização da organização dos tempos de trabalho, a criação de uma carreira profissional e “a tomada de medidas urgentes” no âmbito de saúde e segurança no trabalho.

“Estes profissionais são diariamente maltratados, seja ao nível das suas condições de trabalho, seja ao nível das condições de saúde e segurança no trabalho”, denuncia o sindicato.

O SITAVA assinala ainda que a greve se realiza após mais de nove meses de negociações entre o sindicato e a Associação das Empresas de Segurança (AES) para a celebração de um novo contrato coletivo de trabalho, não tendo sido possível “sensibilizar as empresas - Prosegur e Securitas - para a realidade pela qual passam estes trabalhadores, responsáveis pela segurança de milhões de pessoas, todos os anos”.