A UGT aprovou esta quinta-feira a proposta reivindicativa para 2017, que prevê um aumento médio das remunerações salariais entre 3% e 4% e uma subida do salário mínimo nacional para os 565 euros. Na primeira exigência vai de encontro à CGTP, na segunda, não, já que esta quer que o SMN suba já para os 600 euros no próximo ano, coisa que o Governo também afasta.

O documento que define as prioridades da política reivindicativa da estrutura sindical para o próximo ano foi aprovado pelo Secretariado Nacional e recuperou as principais exigências apresentadas há um ano.

A valorização dos salários, a atualização das pensões, o combate ao desemprego e a dinamização da contratação coletiva são os pontos fortes da proposta reivindicativa que vai servir de referência aos sindicatos da UGT, liderada por Carlos Silva.

 Vai ser apresentada em conferência de imprensa esta sexta-feira, um dia depois da reunião que decorre na Concertação Social, onde o salário mínimo e as atualizações de vencimentos são, precisamente, os temas em cima da mesa.

O consenso, esse, é difícil de antever. Do outro lado da barricada estão as confederações patronais a contestar a subida.

O primeiro-ministro, António Costa, tem desdramatizado estas divergências de partida, dizendo que são comuns em todos os "processos negociais". "Mas, felizmente, no ano passado foi possível chegar-se a um acordo", lembrou no início de setembro.