A Docapesca vai investir mais de 10 milhões de euros em projetos de requalificação que envolvem quase todas as lotas do país e que a ministra da Agricultura e Mar afirmou destinarem-se a melhorar as condições das infraestruturas.

O investimento, adiantou Assunção Cristas, vai ser suportado pela Promar, sendo que 75% vem de verbas comunitárias, e destina-se a melhorar «as condições de trabalho nas lotas, o que é extraordinariamente importante para quem lá trabalha e também para os consumidores que veem o seu pescado transacionado em espaços com melhores condições de higiene e sanitárias».

Questionada sobre se o projeto terá implicação de regras de comercialização do pescado nas lotas, Assunção Cristas respondeu que o Governo está a estudar um projeto piloto para mudar as regras dos leilões e «testar se é mais eficaz».

A ministra disse que os produtos da pesca saem valorizados se forem vendidos em espaços com qualidade e chamou a atenção para os certificados de venda em lota, que afirmou serem outra «forma de criar valor para este tipo de produtos».

A intervenção em 17 das 22 lotas do país começou em 2013, ficando já dois projetos concluídos, e envolve obras de requalificação em edifícios, reconversão de lotas, melhorias nas cadeias de frio, entre outros, num total de 10,255 milhões de euros.

O presidente da Docapesca, José Apolinário, prevê um investimento superior a quatro milhões de euros para este ano.

As lotas envolvidas são: Viana do Castelo, Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Vila Praia de âncora (Norte), Matosinhos, Figueira da Foz e Aveiro (Centro Norte), Nazaré e Peniche (Centro), Sesimbra, Setúbal e Sines (Centro Sul), Sagres, Lagos, Portimão, Olhão e Vila Real de Santo António (Sul).