A troika recomeça esta terça-feira a quinta avaliação à situação financeira da Grécia depois de o Eurogrupo ter prolongado por dois meses o programa de resgate que deveria terminar no final do ano, lembra a Lusa.

A delegação de técnicos da troika, formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional (FMI), vai prosseguir a quinta avaliação, interrompida em outubro, depois de as duas partes não terem chegado a acordo.

O desentendimento tem impedido o desembolso da última tranche de 1.800 milhões de euros.

O principal obstáculo nas negociações tem sido a alegada existência de um 'buraco' orçamental que a troika fixa entre 2.600 e 3.600 milhões de euros, o que Atenas nega.

Impasse no desembolso da última tranche

O desentendimento tem impedido o desembolso da última tranche de 1.800 milhões de euros que deveriam ser pagos até ao fim do ano e que estão pendentes no Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

«A situação foi finalmente desbloqueada», disse o ministro das Finanças grego, Gikas Hardouvelis, acrescentando que «há agora um prazo de dois meses para que a avaliação seja concluída sem angústias e com uma análise correta dos dados».

Os ministros das Finanças da zona euro reuniram-se na segunda-feira, num encontro em que as atenções estiveram centradas na Grécia e nos problemas em torno da conclusão do segundo programa de resgate a Atenas.

Em comunicado no final da reunião, o Eurogrupo referiu os progressos feitos pela Grécia, mas disse que não é possível a troika concluir a quinta avaliação até ao final do ano, pelo que «terá de continuar no início de 2015».

Segundo o presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, os Estados-membros são favoráveis a aceitar um pedido da Grécia para uma extensão técnica de dois meses do atual programa de resgate.

Esse prolongamento deverá ser solicitado formalmente hoje ao Eurogrupo e à Alemanha, Finlândia e Holanda, cujos parlamentos devem aprovar qualquer mudança no programa grego.