O Grupo de Análise Económica do ISEG estima que a economia portuguesa tenha crescido 0,3% em cadeia e 1,1% no primeiro trimestre de 2016 face ao mesmo trimestre do ano anterior.

Estima-se que no primeiro trimestre de 2016 o Produto Interno Bruto (PIB) poderá ter crescido 1,1% em termos homólogos e 0,3% em cadeia", afirma o Grupo de Análise Económica do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), na síntese de conjuntura de abril, divulgada esta segunda-feira.

Para os economistas do ISEG, o primeiro trimestre foi "atípico, influenciado por acontecimentos particulares", detetando um "crescimento homólogo mais forte do consumo privado, menor formação bruta de capital fixo (mais material de transporte, mas menos construção) e um contributo mais negativo da procura externa líquida".

Assim, o impacto final sobre o crescimento do PIB apresenta-se "tendencialmente inferior ao do trimestre anterior", refere o grupo do ISEG, salvaguardando que a estimativa é feita com dados disponíveis até 14 de abril.

A evolução dos indicadores de clima em Portugal mostra alguma indefinição em relação ao andamento da economia portuguesa no primeiro trimestre de 2016, mas esteve melhor que os correspondentes indicadores para a área euro, caracterizados por uma descida", afirmam os economistas do ISEG.

O ISEG prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça entre 1,5% e 1,9% em 2016, dependendo do desempenho da economia europeia e mundial e de maior ou menor fuga do crescimento da procura interna para o exterior.

No Orçamento do Estado para 2016, o Governo estima que o PIB avance 1,8% este ano, mais otimista do que as organizações internacionais (o Fundo Monetário Internacional antecipa um crescimento económico de 1,4% e a Comissão Europeia de 1,6%), mas também do que do Banco de Portugal, que estima um crescimento de 1,5% do PIB.

Por sua vez, o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica é o mais pessimista face às previsões de crescimento económico este ano, estimando que o PIB cresça 1,3% em 2016.