As buscas no âmbito das investigações que se sucederam ao colapso do Grupo Espírito Santo e do Banco Espírito Santo parecem não ter fim.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) revela que se realizaram hoje "diligências de busca a três domicílios, a um escritório de advogado e às instalações de quatro sociedades, localizadas em Lisboa, Porto e Torres Vedras".

Nestas investigações, e em outras que já ocorreram, dirigidas pelo Ministério Público - Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) - , "até à data, foram constituídos, onze arguidos, nove pessoas singulares e duas coletivas", acrescenta a PGR.

E revela ainda que, no que respeita ao número de inquéritos relacionados, correm termos no DCIAP, neste momento, "sete inquéritos autónomos e 220 inquéritos, que se encontram apensos a um daqueles. Estes inquéritos apensos respeitam a queixas apresentadas por pessoas que se consideram lesadas pela atividade desenvolvida pelo BES e pelo GES".

Em causa estão suspeitas da prática de crimes burla qualificada, falsificação de documento, falsidade informática, fraude fiscal, infidelidade, abuso de confiança, branqueamento e corrupção no setor privado.

Estes processos estão a cargo de sete procuradores do DCIAP, apoiados por uma equipa especial constituída por elementos da Polícia Judiciária, Polícia de Segurança Pública, Autoridade Tributária, Banco de Portugal, Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e Núcleo de Assessoria Técnica da PGR.

Está ainda constituída uma equipa de seis magistrados de outras jurisdições, que intervém apenas em questões específicas relacionadas, designadamente, com o arresto de bens/recuperação de ativos, questões cíveis e de insolvência, esclarece ainda o comunicado.