O consórcio Gateway, que venceu o concurso de privatização da TAP em junho, disse esta terça-feira à TSF que "em princípio" o negócio é fechado quinta-feira e considerou não ser interessante ficar "numa situação minoritária" na transportadora.

Numa entrevista publicada hoje no Diário Económico, o líder do consórcio, Humberto Pedrosa, admitiu ficar em posição minoritária caso um eventual Governo liderado por António Costa decida reverter o processo de privatização, avançando que tal decisão depende "das condições" que forem propostas pelo novo Executivo.

Entretanto, em declarações à TSF durante o dia hoje, Humberto Pedrosa avançou que "em princípio, [o negócio da TAP] será fechado quinta-feira".

"Será o 'closing' da operação" que já está assinada há alguns meses, acrescentou Humberto Pedrosa, que integra com David Neeleman o consórcio que ganhou a privatização de 61% da operadora aérea portuguesa.

"E a partir daí o próximo Governo, se quiser alterar alguma coisa, é uma questão de falar e de ver se é possível e o que é que é possível e até onde é possível", disse o empresário português


Humberto Pedrosa esclareceu ainda que está "disponível para conversara com o novo Governo sobre a situação, mas tudo depende das condições".

No entanto, "o que não é interessante para a TAP, nem para o Estado, nem para nós, é ficar numa situação minoritária" onde o maior acionista é o Estado, que fica com a gestão da empresa.

Para isso, considerou que se calhar "é preferível ficar os 100% na mão do Estado", concluiu.