O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) considera que a privatização não é o processo que defende os interesses do país.

Paulo Duarte, em entrevista à TVI, argumentou que os trabalhadores estão preocupados com um processo que foi “pouco transparente”.

O Governo anunciou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, que o consórcio formado pela Azul e pela Barraqueiro venceu a corrida à privatização de 61% da TAP, confirmando a informação avançada pela  TVI

Questionado sobre os argumentos do Governo, de que sem privatização a empresa teria de ser reestruturada, o responsável adiantou:

“Faz parte de uma ação de marketing para justificar uma coisa que [o Governo] tem dificuldade em justificar.”

Para Paulo Duarte, “as alternativas são claras” e passam pela TAP financiar-se na banca. “É chegada a altura de o Estado assumir o seu papel”.


Questionado sobre o que o sindicato vai fazer agora que o Governo tomou a sua decisão, Paulo Duarte deixou o aviso:

“Isto foi mais um processo, a TAP não foi privatizada hoje. Ainda muita água vai correr debaixo das pontes”.

Também o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) relembrou que o processo de privatização da TAP, que o Governo deu por concluído com a venda da transportadora ao consórcio Gateway, ainda não chegou ao fim. 

A comissão de trabalhadores da TAP recebeu o anúncio do vencedor da privatização com preocupação. Para o coordenador Vítor Baeta, mantêm-se as dúvidas e preocupações quanto ao futuro da companhia aérea. Os trabalhadores vão mostrar “o repúdio” à decisão do Governo num plenário marcado para dia 18 às 15:00.