O empresário Miguel Pais do Amaral, que apresentou uma proposta vinculativa para a compra da TAP, disse esta segunda-feira à Lusa que o consórcio que lidera é composto por investidores financeiros internacionais "com elevada experiência no setor da aviação".

Pais do Amaral apresentou uma das três propostas vinculativas para a compra de até 66% da TAP, cujo prazo para a entrega terminou na passada sexta-feira.

"Nós asseguramos que o centro de decisão (da TAP) se mantém em Portugal, assim como o 'hub' (plataforma) em Lisboa", disse o empresário, acrescentando que o consórcio "é composto por investidores financeiros internacionais de grande dimensão, com elevada experiência no setor da aviação".

"A TAP não tem vocação para ser uma subsidiária. Seria uma pena, para não falar do risco, se a TAP, com uma história de 70 anos de sucesso, fosse absorvida por empresas de menor dimensão", apontou o empresário.

"A TAP deve permanecer uma empresa independente, na medida em que tem recursos técnicos altamente qualificados e uma base de clientes e de rotas que fazem da empresa uma das grandes companhias aéreas do mundo", afirmou o empresário português.

"A nossa proposta garante a independência da empresa e a sua autodeterminação estratégica", sublinhou.


Pais do Amaral apresentou a sua proposta para a compra da TAP em nome da Quifel Holdings, que desde 2007 concentra a sua atividade empresarial, tendo desde então realizado vários investimentos em diversos setores.

Na corrida à compra da TAP estão ainda os empresários norte-americano David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul, e German Efromovich, dono da operadora aérea Avianca e do grupo Synergy.