Governo e o consórcio Gateway, dos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa, assinam esta quarta-feira o contrato de compra e venda de 61% do grupo TAP, sob protesto dos sindicatos da empresa, que convocaram uma concentração em Lisboa.

A venda do grupo dono da transportadora aérea portuguesa ao consórcio Gateway foi aprovada em Conselho de Ministros, no dia 11 de junho, e vai ser formalizada esta manhã, às 09:00.

Na cerimónia, que decorrerá no Ministério das Finanças, em Lisboa, estarão presentes os ministros das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e da Economia, António Pires de Lima, e os dois empresários responsáveis pelo consórcio que venceu o concurso de privatização.

As comissões de trabalhadores da TAP e da Groundforce (empresa que assegura os serviços de assistência em terra) convocaram para as 14:00, em Lisboa, um protesto contra a privatização da companhia aérea e garantem que a assinatura do contrato de compra e venda não marca a conclusão do processo.

Num comunicado conjunto, os trabalhadores contestam “a falta de transparência e lisura do Governo” e a “tentativa de desvalorização” do grupo TAP, assacando responsabilidades ao presidente da empresa, Fernando Pinto, e aos “sucessivos governos que lhe deram carta-branca”.

O consórcio Gateway integra o empresário português Humberto Pedrosa (51%), do grupo Barraqueiro, e o empresário norte-americano nascido no Brasil David Neeleman (49%), dono da companhia aérea brasileira Azul.

A Gateway propõe-se entregar um valor mínimo de 354 milhões de euros pelo grupo, mas este montante pode subir para 488 milhões de euros, dependendo da 'performance' financeira da TAP ao longo de 2015.

O consórcio compromete-se a capitalizar a empresa com 338 milhões de euros e a pagar dez milhões de euros ao Estado, dos quais dois milhões serão já pagos na assinatura do contrato e o restante no fecho da venda.