A decisão está tomada. Germán Efromovich vai contestar junto da Comissão Europeia a escolha do Governo para a privatização da TAP, preferindo o consórcio composto por David Neeleman, Presidente da brasileira Azul, e Humberto Pedrosa, da Barraqueiro.

Segundo o jornal Público, o dono da Avianca já pediu à Parpública, detentora da TAP, o acesso a todos os documentos relacionados com a venda da transportadora aérea, incluindo o relatório interno da empresa pública.

A equipa de advogados do empresário colombiano quer explorar as dúvidas sobre se a proposta do consórcio eleito cumpre as regras da União Europeia, nomeadamente a que proíbe investidores não-europeus de controlar companhias aéreas que são do espaço comunitário.

Apesar de ter sido David Neeleman a tomar a iniciativa de avançar com uma proposta para a compra de 61% da TAP, o português Humberto Pedrosa acabou por ficar com a maioria do consórcio (51%). 

Ainda assim, a contestação de Efromovich baseia-se em dois argumentos: o empresário considera que o dono da Azul é o grande arquitecto da operação e sublinha que o negócio exige um elevado investimento financeiro, que não deverá ser suportado por Humberto Pedrosa.

A assinatura do contrato de venda de 61% da TAP está agendada para a próxima quarta-feira, 24 de junho.