O secretário-geral do PS admitiu, em entrevista à TVI, que o seu Governo pode avançar com o processo de privatização da TAP, mas apenas garantindo que o Estado ficará sempre com a maioria do capital.
 

“A privatização poderia acontecer se o Estado não abdicasse da maioria do capital. Nós não permitiremos que a TAP tenha mais de 51% de capital privatizado". 


António Costa preferia a solução da recapitalização pública, até pela via da "dispersão em bolsa", salientando que "há muitos privados" interessados nessa hipótese.
 

"O Governo nem sequer tentou junto da União Europeia uma recapitalização pública. Devia ter esgotado essa hipótese em Bruxelas. Admitimos a possibilidade de um aumento de capital por via de dispersão em bolsa e há muitos privados disponíveis para investir na TAP."


O líder do PS apelou então ao Governo que, até às eleições, não tome “nenhuma decisão que se torne irreversível”.
 

"Portugal não pode perder o controlo da maioria do capital desta empresa. O meu Governo tudo fará para impedir que se consolide a alienação da maioria do capital da TAP.”


Veja aqui, na íntegra, a entrevista a António Costa



O secretário-geral do PS lamentou que o Governo não tenha tentado alcançar um “acordo político e social alargado”, “arrastando a TAP para uma situação de conflito”.

Apesar de criticar a greve dos pilotos “desproporcionada e extremamente negativa para país”, Costa considera que a culpa é da “irresponsabilidade” do Executivo de Passos Coelho.

O líder socialista rejeita o cenário de que a companhia aérea esteja “tecnicamente falida” e insiste que há capital privado interessado em investir na empresa.
 

“A TAP tem tido uma trajetória muito positiva de recuperação económica, mas tem um problema localizado na sua empresa de manutenção no Brasil. Se não houvesse interessados, não haveria esta corrida à privatização.”