O Governo acredita que as propostas dos empresários Gérman Efromovich e David Neeleman à compra do grupo TAP, dono da transportadora aérea nacional, podem vir a ser melhoradas no decurso do processo negocial.

“Nos termos do relatório elaborado pela Parpública, conclui-se fundamentalmente que as duas propostas apresentadas têm mérito equivalente, contendo atributos que permitem presumir que possam vir a ser melhoradas no decurso de um processo negocial”, adianta o Governo na resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República.


No mesmo relatório, a Parpública, gestora de participações públicas, nota que a terceira proposta entregue pela Quifel, de Miguel Pais do Amaral, a 15 de maio não respeitava “os requisitos mínimos legalmente exigidos pelo caderno de encargos.

O Governo decidiu hoje em Conselho de Ministros passar dois candidatos à compra da TAP à fase de negociação, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral e continuando a negociar com Gérman Efromovich e David Neeleman.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou quinta-feira, na habitual conferência de imprensa do Conselho de Ministros, que o relatório da Parpública decidiu afastar a proposta da Quifel, de Pais do Amaral, "por não cumprir os requisitos legais".

O Conselho de Ministros decidiu mandatar os secretários de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, e do Tesouro, Isabel Castelo Branco, para avançar com as negociações junto dos outros dois consórcios, sempre com a Parpública incluída.

A administração da TAP, liderada por Fernando Pinto, já se pronunciou na quarta-feira sobre o plano estratégico dos três candidatos - agora reduzido a dois - à privatização da companhia aérea de bandeira, segundo o Diário Económico, entregando as suas opiniões à Parpública, detentora da TAP em representação do Estado.

A proposta de Gérman Efromovich, dono da operadora aérea Avianca e do grupo Synergy, inclui a entrega de 12 novos aviões Airbus após a transferência das ações da companhia e a renovação da frota da Portugália com aviões Embraer até 2016, sendo que o empresário propõe recapitalizar a empresa em 250 milhões de euros, segundo informações avançadas pela imprensa.

David Neeleman, patrão da companhia aérea brasileira Azul e que está em parceria com Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, promete reforçar a TAP com 53 novos aviões e investir 350 milhões de euros.

Miguel Pais do Amaral, através da Quifel, prometia manter a estratégia da administração de Fernando Pinto, com a compra dos 12 Airbus 350 já encomendados pela TAP e uma injeção de capital de 325 milhões de euros.