O presidente da Câmara Municipal de Odivelas assegurou esta quarta-feira que o município vai insistir na reversão da privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), ainda que o Governo tenha dito que o processo está "praticamente encerrado".

Em entrevista ao jornal Público, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, afirmou que a privatização da EGF é um assunto "praticamente encerrado" e que a tutela não encontrou "nenhuma ilegalidade no processo".

O presidente da Câmara de Odivelas, Hugo Martins (PS), disse, contudo, à agência Lusa que a autarquia não vai desistir de lutar pela reversão do processo de privatização da EGF.

"Reconhecemos o esforço do atual Governo no sentido do reforço do papel das autarquias neste processo, ainda assim, reiteramos a posição anteriormente assumida, pelo que não abdicaremos de prosseguir com as ações anteriormente interpostas em tribunal relativamente a esta matéria", afirmou o autarca socialista.

A EGF é responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos, através de 11 sistemas multimunicipais (empresas) de norte a sul do país, em cujo capital entram também os municípios, com 49%.

O processo de privatização da EGF desenvolveu-se através de um concurso público internacional, lançado no primeiro trimestre de 2014, pelo anterior Governo, tendo ficado concluído em julho de 2015, com a aquisição de 95% do capital que pertencia à Águas de Portugal por parte do consórcio SUMA, que integra a Mota-Engil.