O ministro da Economia justificou em entrevista à TVI, o facto de o Estado continuar a manter 34% do capital da TAP durante, pelo menos, dois anos, com «prudência». O ministro diz que é indiferente o país de onde vem o futuro acionista da companhia aérea, salientando que, o que interessa «é que seja bom capital».

TAP «está condenada a desaparecer» se não for privatizada

«Para mim o que é importante é que seja bom capital. A PT é um excelente exemplo de que termos uma obsessão por capital nacional às vezes produz as maiores asneiras», afirmou o ministro Pires de Lima esta quinta-feira em entrevista ao «Jornal das 8», da TVI.

«Para mim o que é importante é que os acionistas futuros da TAP, não só façam uma boa proposta do ponto de vista financeiro, mas sobretudo que possam assumir um papel de desenvolvimento estratégico da TAP que permita à empresa crescer e desenvolver todas as suas potencialidades», adiantou.

O Governo anunciou esta tarde que reabriu o processo de privatização de 66% da TAP. O ministro esclarece que, «se alienássemos 49% da TAP nós não íamos resolver nenhum dos desafios que a TAP tem. A gestão ia continuar a ser pública».

Futuro acionista deve manter estratégia da empresa

O governante disse ainda esta noite na TVI que, «para o Governo é fundamental que o futuro acionista seja um acionista eventualmente também com participação nacional, ou não, mas que seja sobretudo um acionista com capacidade de capitalizar a empresa, de investir na empresa para que a TAP possa continuar a crescer e a aproveitar todo o potencial de marca e de gestão e de know-how que manifestamente esta empresa tem».

O ministro da Economia reitera ainda que embora a TAP esteja a recuperar, ainda precisa de mais «ajuda» e lembra que o Estado está impedido de injetar capital na empresa. A TAP precisa de capital «para poder crescer, para poder desenvolver-se, para conquistar novas rotas, para comprar mais aviões».

O governante diz que a TAP é «uma empresa muito especial pelo seu valor estratégico» e que esta operação estará fechado no início de 2015. «Eu creio que, talvez estejamos em condições de concluir este processo, que eu espero que seja um processo competitivo, algures durante a primavera de 2015».