Desta vez, o Conselho de Finanças Públicas acredita nas previsões do Governo para o crescimento da economia portuguesa, embora alerte para os riscos que podem vir depois de 2017.

A previsão de crescimento de 1,8% para este ano apresentada pelo Governo no Programa de Estabilidade 2017-2021 "afigura-se plausível", mas há riscos para a composição do crescimento nos anos seguintes.

O parecer do CFP sobre o documento refere que "as previsões efetuadas para 2017 afiguram-se como prováveis, tendo em conta a informação disponível, podendo mesmo a previsão oficial para o consumo privado ser considerada prudente".

A previsão para o crescimento do PIB real em 2017 apresentada no cenário em análise (1,8%) afigura-se plausível, quer face aos pressupostos assumidos para esse ano, quer face à conjuntura económica atual".

Entretanto, e ainda a propósito dos programas de Estabilidade e Reformas, o Presidente da República considerou hoje que não trarão "qualquer problema" no relacionamento entre Portugal e a União Europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa há em Portugal uma "área de poder coesa" e "oposições aguerridas", mas do Programa de Estabilidade e do Programa Nacional de Reformas não surgirão problemas para o país.

"Não será por estes documentos que haverá qualquer problema no relacionamento de Portugal e da União Europeia", disse o chefe de Estado.

Mesmo se houver um projeto de resolução votado no parlamento, os documentos deverão seguir para Bruxelas no momento posterior. 

O chefe de Estado continua hoje a receber os partidos sobre os dois documentos.