O BBVA melhorou ligeiramente as previsões de crescimento da economia portuguesa, esperando que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido entre 0,3% a 0,4% no primeiro trimestre deste ano e que cresça 1,4% no conjunto de 2016.

Na análise divulgada esta terça-feira, o banco refere que o seu modelo de projeções aponta para que "a economia possa ter crescido no primeiro trimestre a um ritmo ligeiramente superior do que no final de 2015, de cerca de 0,3% a 0,4%" face ao trimestre anterior.

O BBVA diz que os dados de abril "evoluem em linha com o esperado", antecipando por isso que "a recuperação se consolide com um crescimento trimestral moderado e relativamente estável, que resultará num crescimento médio anual do PIB de cerca de 1,4% em 2016".

Esta projeção é ligeiramente superior à apresentada pelo banco espanhol para a economia portuguesa em fevereiro, altura em que estimava um crescimento de 1,3% para este ano.

O BBVA refere que o crescimento económico de 2016 "vai continuar apoiado na solidez da procura interna", embora preveja "uma moderação, quer do consumo privado, quer do investimento e, portanto, da contribuição da procura interna".

Além disso, o banco indica que "o menor dinamismo das importações (apesar também da moderação das exportações) dará origem a um menor lastro das exportações líquidas".

Já para 2017, o BBVA espera que a economia portuguesa "ganhe algum impulso", crescendo 1,6%, um desempenho que se deverá sobretudo à "recuperação do investimento impulsionado pela melhoria gradual da procura externa, a consolidação da recuperação no conjunto da zona euro e condições de financiamento favoráveis".

O Governo prevê um crescimento económico de 1,8% este ano, estimativa que inscreveu no Orçamento do Estado para 2016 e que manteve com a apresentação do Programa de Estabilidade.

Esta meta tem sido considerada otimista, ficando abaixo das estimativas das principais instituições financeiras internacionais e nacionais: a Comissão Europeia e o Banco de Portugal antecipam que o PIB português cresça 1,5%, enquanto o Fundo Monetário Internacional prevê que avance 1,4%.