O construtor angolano José Guilherme não vai comparecer à sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao Banco Espírito Santo e ao Grupo Espírito Santo. 

O seu contributo, presencial, estava previsto para a próxima semana, terça-feira, dia 10 de fevereiro, às 15 horas, mas comunicou ao presidente da comissão de inquérito que se encontra doente e, como está em Angola, isso impossibilita-o de comparecer.

Foi José Guilherme que ofereceu um presente de 14 milhões de euros a Ricardo Salgado, que o ex-presidente do BES classificou como um «assunto do foro pessoal». Uma oferta que declarou mais tarde, através do regime de regularização tributária (RERT), designando-a contabilisticamente como uma «liberalidade».

Os deputados vão aproveitar para ouvir, nesse dia, à mesma hora, o ex-presidente do BES Angola, Rui Guerra, cuja audição  tinha sido cancelada, também por motivo de doença.

Antes, no mesmo dia, mas pelas 9 horas, será escutado o atual presidente do Novo Banco, Stock da Cunha.

Já na quarta-feira, pelas 16:00, será a vez de o presidente da comissão executiva da seguradora Tranquilidade, Peter Brito e Cunha, prestar o seu contributo.

Na quinta-feira, pelo mesmo horário, estará na comissão o responsável de ‘compliance' do BES e da ESFG, João Filipe Martins Pereira.

Para a semana seguinte, está já marcada a audição, a 17 de fevereiro, de Carlos Calvário, diretor do Grupo Espírito Santo (GES) do departamento de risco.

Recorde-se que a comissão de inquérito tem um prazo legal de 120 dias (quatro meses), que pode eventualmente ser alargado. Os trabalhos já decorrem há mais de dois meses.