A taxa de inflação em Portugal abrandou em setembro. Comparando os preços registados em setembro deste ano com os de setembro do ano passado, a subida identificada é de apenas 0,1%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira.

A taxa homóloga caiu assim mais uma décima face aos que tinha sido registado em agosto. O indicador de inflação subjacente (excluindo energia e produtos alimentares) apresentou uma variação homóloga de 0,3%.

O abrandamento da inflação deve-se sobretudo à classe dos Transportes, cujos preços caíram 3,7%, sobretudo devido ao contributo dos combustíveis. A classe do Vestuário e calçado também registou uma descida de 2,1%.

Pelo contrário, a impedir que a taxa abrandasse mais destacam-se os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, que encareceram 1,9% em setembro, face ao registado um ano atrás. E aqui, a culpa é sobretudo do aumento dos preços da fruta.

Já na comparação mensal, os preços subiram 0,6% face a agosto, depois de terem registado uma queda de 0,7% nesse mês face a julho. A culpa é sobretudo do Vestuário e calçado, cujos preços dispararam 21,5% num mês. Este significativo aumento dos preços na classe de Vestuário e calçado durante o mês de setembro é habitual e «à semelhança dos anos anteriores, este valor é explicado pela introdução da nova coleção de outono/inverno», indica o INE.

A variação média dos últimos 12 meses baixou duas décimas para 0,8% e o indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, manteve-se nos 0,5%. revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A principal redução ocorreu na classe da Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, onde os preços cresceram apenas 3,1%, menos sete décimas que no mês anterior.

«À semelhança dos meses anteriores, estes resultados continuam a ser influenciados pela dissipação de diversos efeitos que estavam a influenciar o comportamento dos preços, destacando-se a alteração da taxa do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) do gás natural e da eletricidade de 6% para 23% em outubro de 2011, cujo efeito em termos de variação homóloga se anulou em outubro de 2012», explica o INE no comunicado.

Pelo contrário, na classe do Vestuário e calçado, os preços continuaram a cair, mas menos. A descida média dos últimos 12 meses passou de 4,5% em agosto para 4% em setembro.

Em termos harmonizados, que permitem uma comparação direta com os parceiros europeus, a variação média dos últimos 12 meses diminuiu para 0,9%. Já a variação homóloga saldou-se em 0,3% e a mensal nos 0,5%.