Os combustíveis descem, entre um e dois cêntimos, a partir desta segunda-feira, uma queda que se sentirá mais no gasóleo, mas ainda assim o preço continua mais alto do que no final de 2014, antes do aumento dos impostos.

De acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), relativos a 2.685 postos de abastecimento, o preço médio do gasóleo na quinta-feira era de 1,149 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina estava fixado nos 1,319 euros por litro.

Os valores médios praticados esta semana nas bombas de gasolina nacionais estão ainda, assim, acima da média de preços da última semana do ano – 1,104 euros no gasóleo e 1,287 euros a gasolina -, antes do agravamento da contribuição de serviço rodoviário (CSR), da taxa de carbono, contemplada na reforma da Fiscalidade Verde, e ainda da incorporação de biocombustíveis (previsto no decreto-lei 117/2010).

Esta nova redução que acompanha a evolução das cotações dos produtos petrolíferos nos mercados internacionais, a segunda em 2015, não chega para anular os aumentos registados desde o início do ano.

Na Europa a 28, na tabela dos preços mais elevados, Portugal ocupava a 17.ª posição no gasóleo e a 10.ª posição na gasolina, continuando a ter combustíveis mais caros do que Espanha – na 22.ª e 20.ª, respetivamente.

Um excesso de oferta mundial de petróleo associado a uma contração da procura é a causa principal da sustentada queda dos preços para mínimos de mais de cinco anos, que entretanto foi acelerada pela decisão dos ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de não reduzir o nível da produção conjunta, adotada a 27 de novembro em Viena.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro abriu esta sexta-feira em alta, a cotar-se a 51,09 dólares no Intercontinental Exchange Futures de Londres, mais 0,25% do que no encerramento da sessão anterior.