Antes de serem recebidos em comissão parlamentar, os investigadores científicos vão, no mesmo dia, protestar em frente à Assembleia da República, pelo fim da precariedade de décadas e reclamando por carreiras. 

O protesto está marcado para quarta-feira, para Lisboa e para o Porto. Estão em causa profissionais com trabalho reconhecido por júris internacionais, que coordenam grupos de investigação e que estão a ver chegar ao fim contratos de cinco anos da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), explicou à Lusa Susana Araújo, da Universidade de Lisboa.

Os investigadores vão pedir à Comissão Parlamentar de Ciência, que destacou um deputado para os receber, a integração no programa de regularização de precários da Função Pública, que querem ver alterado para poder manter a sua posição.

Susana Araújo disse que, nos termos em que corre, esse programa prevê que se volte à primeira posição na carreira, um risco que os investigadores admitem correr em troca de conseguir ter uma carreira e não uma sucessão de contratos a termo certo.

"Uma verdadeira carreira de investigação científica" é o objetivo final destes investigadores doutorados, que não estão a conseguir entrar nas universidades, que preferem integrar pessoas em listas de espera internas

Dos mais de 800 investigadores com concursos dos programas da FCT de 2012 e 2013, 246 assinaram um manifesto pela regulação do emprego científico.

Metade dos que assinaram têm vivido de contrato em contrato há mais de dez anos.

Os investigadores concentram-se às 10:00 em frente da escadaria de São Bento e às 17:00 em frente da Reitoria da Universidade do Porto.