Hoje comemora-se o Dia Mundial da Criança e com as férias, quase, a começarem, começa também a dor de cabeça sobre onde deixar os filhos enquanto se trabalha. Acresce o fato de as crianças passarem muito tempo ao computador, sendo cada vez mais importante incentiva-las a socializar e a fazer mais atividades ao ar livre.

No topo da equação as contas, que é preciso fazer antes da escolha de qualquer espaço e, por isso, convidámos a especialista em literacia financeira, Bárbara Barroso, para dar algumas dicas, no espaço Economia 24 do “Diário da Manhã” da TVI.

Onde se deixam as crianças e como é que se escolhe, também tendo em conta o orçamento familiar?

O primeiro ponto é mesmo saber quanto podemos gastar. É fundamental para orientarmos a escolha, já que se trata de uma despesa extra, que acontece, sobretudo, no verão. Decidido o orçamento, é preciso ir à procura de soluções.

A tua equipa fez uma lista de norte a sul do país?

Sim. Podem encontrar a lista em MoneyLab.pt. No entanto, existem muitas câmaras e juntas de freguesia que têm programas. Alguns verificámos que estão prontos, outros ainda vão estar [para este verão] e pretendemos ir atualizando esta lista. Mas aconselhamos as pessoas a confirmarem qual a situação dos campos de férias das autarquias que lhes são próximas.

Podem ser soluções mais baratas?

Sim. Não só existem, como, consoante o rendimento das pessoas, podem existir algumas comparticipações. Pode sair mais barato para quem tem menos rendimento.

Há outros fatores importantes na escolha, como o fato de ser ou não residencial?

Há campos onde é possível ficar a dormir. Mais descanso para os pais, quando há esta opção de internato.

São mais caros com essa opção?

Normalmente sim, porque têm tudo incluído: pequeno-almoço, almoço, jantar e lanches.

É também importante ver se os programas estão de acordo com as idades?

Sim. Porque há programas que só dão até determinadas idades. Quem tenha mais de um filho, ou junta ou separa. Por vezes fica mais económico juntá-los, porque deixa-os todos num único sítio de manhã, e recolhe à tarde.

Há locais com descontos para mais de uma criança?

Há. E até há alguns casos em que, se vier também, por exemplo, um primo o desconto é maior.

A referência também contribui para uma boa escolha?

Podem ser os amigos, que já lá deixaram os filhos. Pode ser a leitura dos comentários. Por exemplo, na nossa lista estão os que têm maior capacidade. Há campos de férias ótimos, mas pequenos. Devemos também perceber se os monitores têm preparação, até ao nível dos primeiros socorros, porque há campos em que as crianças ficam inibidas de o contato com os pais [para os mais tímidos ou com ligações mais fortes aos pais, embora acabem, regra geral, por adorar, pode ser uma má opção]. E mesmo com boas referências, se possível, visitem as instalações antes e percebam que tipo de atividades existem.

Há seguros de saúde associados a estes campos?

É importante perceber que tipo de seguros estão associados e o que cobrem. Pode ser um extra no orçamento.

É possível deduzir estas despesas no IRS como despesas de educação?

Não. Entram nas despesas gerais.