O salário mínimo na Venezuela subiu hoje a 2.702,73 bolívares (325 euros), 10% mais que os 2.457,02 bolívares (295,45 euros) que os trabalhadores recebiam mensalmente desde maio último.

O aumento ocorre quando as próprias autoridades admitem que os cidadãos perderam a capacidade de poupança e estimam um novo aumento de 5% a 10%, em novembro deste ano.

Esse aumento dependerá do comportamento da inflação, que inicialmente estava estimada entre 14% e 16% para 2013, mas que nos primeiros sete meses deste ano atingiu 29%, acumulando 42,6% em 12 meses, segundo dados do Banco Central da Venezuela (BCV).

«As gentes perderam, e com razão, a capacidade de poupança. Não poupam, investem em bens e serviços para se proteger», disse hoje o ministro venezuelano das Finanças, Nelson Merentes, numa entrevista transmitida pelo canal de privado de televisão Televen, durante a qual referiu ainda que a Venezuela precisa de um crescimento estável da economia.

Segundo o BCV, no segundo trimestre de 2013 a capacidade de compra dos venezuelanos retrocedeu em média 7,6%.

Dados do Instituto Nacional de Estatística dão conta que o cabaz básico alimentar custava em julho último 2.779,21 bolívares (334,2 euros), enquanto que dados não oficiais dão conta que para comprar alimentos e pagar serviços os venezuelanos precisam, no mínimo, de 3.644,64 bolívares por mês (438,26 euros).