Portugal está abaixo da média dos países europeus na proatividade da aplicação da poupança e na recolha de informação independente na escolha de produtos financeiros, segundo as primeiras conclusões de um estudo da OCDE sobre formação financeira.

A Rede Internacional de Educação Financeira (INFE, na sigla em inglês), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgou os resultados preliminares de 17 países de um inquérito à literacia financeira realizado em 2015 em mais de 20 países, incluindo Portugal, detalha o Banco de Portugal, que integra aquela rede.

“Os resultados para Portugal relacionados com a proatividade na aplicação da poupança (37%) estão abaixo da média dos países europeus, devido à propensão para deixar o dinheiro na conta de depósitos à ordem"

Ora, as taxas de juro médias dos novos depósitos atingiram novos mínimos históricos em fevereiro, precisamente segundo os últimos dados que o Banco de Portugal possui. As taxas de juro têm vindo a descer consecutivamente. Isto quer dizer que os bancos dão cada vez menos aos clientes para guardarem o seu dinheiro no banco.

A propósito ainda da poupança, esta semana foi divulgado um estudo do Cetelem sobre Literacia Financeira que alarga este ano os parâmetros em análise e procura saber se os portugueses estão, de alguma forma, a preparar a reforma. As conclusões revelam que a esmagadora maioria dos consumidores (81%) não estão a fazer nada para assegurar uma reforma tranquila.