O presidente da Estradas de Portugal (EP) afirmou esta quarta-feira que, em pico de obra, a Autoestrada do Marão vai empregar cerca de 900 pessoas e envolver 90 empresas, 40% das quais da região norte. noticia a Lusa.

A obra na autoestrada, que vai ligar Amarante a Vila Real ao longo de 26 quilómetros, está agora a recomeçar, depois de ter parado em junho de 2011.

O presidente da EP, António Ramalho, subiu hoje à serra do Marão para ver o andamento dos trabalhos, nomeadamente dentro do túnel, uma das três empreitadas deste empreendimento.

O responsável salientou que, em pico de obra, a Autoestrada do Marão vai dar emprego a 900 pessoas, 400 das quais estarão a trabalhar no Túnel do Marão.

Neste momento, em que se ultimam os preparativos para o arranque da perfuração dos túneis, que deverá ocorrer no dia 18, trabalham na concessão correspondente ao túnel 200 pessoas.

António Ramalho disse ainda que a empreitada, na sua totalidade, vai envolver 90 empresas, 40% das quais da região norte.

Faltam investir cerca de 146 milhões de euros nesta autoestrada que, no final, irá representar um custo total na ordem dos 350 milhões de euros.

Esta é uma obra de avanços e recuos. Desde o início da empreitada, no verão de 2009, as obras foram suspensas três vezes, sendo que, da primeira vez, o foram apenas na escavação do túnel e por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Água do Marão.

A construção em toda a extensão da autoestrada parou a 27 de junho de 2011 e, dois anos depois, a obra foi resgatada pelo Estado, que invocou justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária.

A Somague, que liderava o consórcio responsável pela construção da autoestrada, refutou e disse ter sido a própria concessionária, e não o Estado, a rescindir o contrato «por incumprimentos vários do concedente».

Neste momento, o Estado mantém um litígio em tribunal arbitral com as companhias que integram a concessionária.

António Ramalho fez questão de ressalvar que, «agora, os riscos que estão em cima da mesa são riscos de engenharia». «Não vale a pena estarmos a especular», frisou, quando questionado sobre a hipótese de ocorrer mais alguma paragem.

Depois do resgate da obra e a sua entrega à EP, foram lançados três concursos públicos internacionais.

A obra de construção da ligação da A4-Nó do IP4 ao Túnel do Marão, com uma extensão de dez quilómetros, foi adjudicada à empresa OPWAY Engenharia, por 29,5 milhões de euros.

A EP adjudicou ao consórcio Teixeira Duarte e EPOS, pelo valor de 88,1 milhões de euros, a empreitada em regime de concessão/construção para a execução do túnel, com seis quilómetros de extensão.

Já o sublanço de ligação do Túnel do Marão a Parada de Cunhos, com dez quilómetros, foi entregue ao consórcio Ferrovial Agroman e Lena Engenharia, por 28,8 milhões de euros.

A Autoestrada do Marão deverá abrir em toda a sua extensão no início de 2016, ligando a autoestrada A4 Porto-Amarante à subconcessão da Autoestrada Transmontana Vila Real-Bragança.