A greve dos tripulantes de cabine da Portugália (PGA), que recomeça no domingo às 00:00, deverá voltar a ter uma adesão total e afetar mais voos que o previsto, disse à Lusa o sindicalista Ivo Fialho.

De acordo com o diretor do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), «para domingo esperamos que aconteça exatamente o mesmo que na sexta-feira, isto é, adesão total dos tripulantes de cabine».

Tal significa, adianta, que «tirando os voos incluídos nos serviços mínimos, nenhum será realizado» e, como consequência, «há outros voos que não se irão realizar, mas o número dependerá das alterações que a empresa tenha feito desde o pré-aviso de greve».

A greve dos tripulantes de cabine da PGA dura dois dias, tendo o primeiro sido cumprido na sexta-feira, e o segundo será cumprido no domingo.

Em causa está, de acordo com o sindicato, o não cumprimento do acordo de empresa. No pré-aviso de greve, o SNPVAC justifica este protesto com “o desgastado ambiente laboral causado por uma gestão operacional caracterizada por permanentes violações às regras laborais estabelecidas no clausulado do Acordo de Empresa PGA/SNPVAC vigente, desrespeitando os mais elementares princípios da negociação coletiva e revelando um total desrespeito pelos direitos dos tripulantes de cabine, nomeadamente, pelo agravamento contínuo e sistemático das suas condições de trabalho”.

De acordo com Ivo Fialho, «desde que foi entregue o pré-aviso de greve, a empresa nunca mais voltou a entrar em contacto com o sindicato. Preocuparam-se em mudar voos e alterar rotações em vez de resolver o problema, que era uma coisa simples, bastava cumprir o acordo de empresa e a legislação em vigor», disse.

Questionado sobre eventuais novas medidas a tomar face ao desacordo com a empresa, Ivo Fialho disse que «a única coisa certa é que haverá uma assembleia-geral, na qual os tripulantes terão de decidir o que querem fazer no futuro».

Para domingo, nenhum voo deverá levantar a não ser os decretados pelos serviços mínimos, que são, segundo a PGA, um voo de ida e volta, com partida de Lisboa, para Lyon, Nice, Toulouse, em França, e Bilbau e Valência, em Espanha.

«A empresa conseguiu soluções para todos os passageiros. A dimensão desta greve face a outras que envolvem toda a operação é bastante menor, por isso conseguiu-se colocar todos os passageiros no destino noutros voos da TAP, ou no dia seguinte à greve, ou conforme outra preferência dos passageiros», disse à Lusa a porta-voz da empresa.

A mesma fonte escusou-se a comentar as críticas do sindicato, e remeteu uma atualização das consequências da greve para domingo de manhã.