A troika defendeu esta sexta-feira a necessidade do que classificou como um «aprofundamento» das reformas estruturais, com o objetivo de dar continuidade à passagem para uma economia assente nas exportações.

11ª avaliação positiva: «Esta lebre está corrida»

No comunicado acerca da 11.ª avaliação da troika, as três instituições referem que apesar da «vasta gama de reformas estruturais já adotadas há ainda restrições importantes que limitam as empresas portuguesas face à concorrência internacional».

A título de exemplo, a troika mencionou as «rendas excessivas no setor não-transacionável e rigidez no mercado laboral, enquanto a administração pública precisa de se tornar mais amigável para as empresas».

Govenro não discutiu medidas adicionais com a troika

«Um compromisso forte para continuar a expandir o processo de reforma estrutural no médio-prazo vai ser essencial para atrair mais investimento direto estrangeiro aos setores transacionáveis», acrescentou o comunicado, que enalteceu a retoma da economia.

No que respeita ao défice, os credores estimam que tenha ficado nos 4.5% do PIB em 2013, sem contar com o dinheiro que entrou no Banif para a recapitalização do banco.

A troika considera ainda que os riscos para a meta de 4% este ano estão mais equilibrados, dada a melhoria económica. O comunicado sublinha que, caso se materializem os riscos de execução orçamental, o Governo está determinado a tomar medidas compensatórias equivalentes.

De resto, o Governo ainda vai ter de apresentar medidas para concluir a 11.ª avaliação do programa de resgate, afirmou hoje a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

Apesar de este exame regular ter terminado «de forma positiva», como disse o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, no início da conferência de imprensa de hoje, a decisão final estará dependente da apresentação de mais medidas, caso contrário Portugal não recebe a próxima tranche do empréstimo.

Quando interrogada pelos jornalistas sobre se o desembolso da parcela financeira correspondente a esta avaliação está dependente de novas medidas, a ministra das Finanças afirmou que «há um conjunto de medidas que estarão concluídas até ao momento final desta avaliação, que é naturalmente o que dá origem ao desembolso».