A construção do Orçamento de Estado para o próximo ano está a gerar expetativas nas instituições internacionais, que antecipam dificuldades para o Governo no cumprimento da meta do défice para 2015.

A Moodys adiantou ao Diário Económico que a meta é «desafiadora» devido ao chumbo do Tribunal Constitucional à contribuição de sustentabilidade sobre as pensões. Aliás, a preocupação com o OE foi o que levou a troika a decidir voltar a Portugal em outubro.

A agência de notação considera que para 2014 a meta é exequível, já que há uma evolução favorável da receita. Já para 2015, não há certezas.

O chumbo da CES está avaliada em 600 milhões de euros e é um factor de pressão que obriga a que se encontrem alternativas.

É também por isto que a troika, ao invés de voltar a Portugal só no ano que vem, no âmbito do acompanhamento pós programa de assistência financeira, volta já no mês que vem.