O índice de produção industrial recuou 1,3% em março face ao mesmo mês de 2013, sobretudo penalizado pelo agrupamento de bens de consumo, encerrando o primeiro trimestre com uma subida homóloga de 1,9%, divulgou hoje o INE.

Em fevereiro o índice de produção industrial tinha registado uma variação homóloga positiva de 3,1% e, no último trimestre de 2013, a variação homóloga tinha sido de 3,8%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o agrupamento de bens de consumo foi o que mais contribuiu para a variação negativa do índice agregado em março, com -2,1%, resultante de uma taxa de variação de -6,2% (-3,0% no mês anterior).

O contributo negativo deste agrupamento superou os contributos positivos dos agrupamentos de bens de investimento (1,0%) e de energia (0,2%), que resultaram de variações homólogas de 7,1% e de 1,1% (13,0% e 1,6% em fevereiro), respetivamente.

De acordo com o INE, em março a secção das indústrias transformadoras apresentou uma variação homóloga de -3,6% (3,9% no mês anterior), enquanto o índice da secção das indústrias transformadoras diminuiu 3,6% (aumento de 3,9%, em fevereiro).

Já o índice da secção das indústrias extrativas passou de uma variação homóloga de -21,8% em fevereiro, para -3,6% em março, enquanto a secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio apresentou a única taxa de variação positiva (15,1%), depois de no mês anterior se ter situado em 4,2%.

Analisando a variação mensal do índice de produção industrial, observa-se um recuo de 4,0% em março (-0,8% em fevereiro), com todos os grandes agrupamentos industriais a apresentarem contributos negativos.

O destaque vai para os agrupamentos de bens intermédios e de bens de consumo, com contributos de -1,5 p.p. e de -1,3%, resultantes de taxas de variação de -4,0% e de -4,1% (-1,1% e -1,2% no mês anterior), respetivamente.

Quanto à secção das indústrias transformadoras, registou uma variação mensal de -6,1% (0,7% em fevereiro), enquanto a da secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio se situou em -1,2% (-4,6% no mês anterior) e a da secção das indústrias extrativas passou de -15,4%, em fevereiro para 35,8% em março.

Considerando o primeiro trimestre de 2014, verifica-se uma variação de 1,9% face ao mesmo período do ano anterior (que compara com uma variação de 3,8% no trimestre anterior).

Segundo o INE, o agrupamento de bens de consumo foi o único que registou uma taxa de variação negativa (-3,4%) de janeiro a março, 7,0 p.p. abaixo do observado no trimestre anterior.

Já os índices dos agrupamentos de bens intermédios e de bens de investimento aceleraram, passando de taxas de variação homóloga de 1,8% e 5,0%, no 4.º trimestre de 2013 para 2,7% e 8,0% de janeiro a março, respetivamente, e o agrupamento de energia variou 5,6% (8,2% no trimestre anterior).

Até março, a secção de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio registou uma taxa de variação de 11,4% (1,0% no trimestre anterior), enquanto a secção das indústrias transformadoras passou de uma variação trimestral de 4,2%, para 1,0%.

A secção das indústrias extrativas apresentou, por sua vez, uma taxa de variação de -11,4% (8,4% no trimestre anterior).