A emissão de dívida de longo prazo que o Governo queria fazer este ano deve mesmo ficar guardada para o início de 2014, segundo o Diário Económico.

Com as taxas de juro no mercado secundário em níveis elevados e numa altura de pouca liquidez, o Executivo deve esperar por melhores condições no próximo ano para realizar uma operação que é crucial para o objetivo de regresso ao mercado. O adiar da operação permite ganhar tempo para fazer uma operação de charme junto dos investidores estrangeiros.

A decisão de esperar para 2014 pode não ser definitiva e, caso aconteça algo que provoque uma descida considerável dos juros no mercado secundário, como o novo corte nos juros por parte do Banco Central Europeu ou o Tribunal Constitucional aprovar o diploma da convergência de pensões, o Tesouro pode aproveitar.