O primeiro-ministro assegura que os indicadores e avaliações mais recentes sobre a economia portuguesa deixam a convicção de que, se Portugal continuar a perseguir o caminho que fez até agora conseguirá atingir e ficar abaixo da meta de 2,5% do défice, estipulado pela Comissão Europeia.

António Costa respondeu assim aos jornalistas, à margem da cimeira em Bratislava, que lhe pediram uma reação sobre a manutenção, por parte da Standard & Poor's (S&P)  de nível de 'lixo' com perspetiva estável.

"Não há razões para estarmos apoquentados mas, pelo contrário animados", disse Costa, assegurando que a perspetiva da agência de 'rating' é só mais um sinal de que Portugal está no bom caminho, já que também a Moody's a DBRS mantiveram os outlook para o país estáveis "não antevendo qualquer tipo de crise".

O chefe do Governo reforçou o seu argumento de confiança com o fato de o Banco de Portugal ainda hoje ter revelado que o indicador da atividade económica cresceu pelo segundo mês consecutivo e que a emissão de dívida desta semana decorreu sem sobressaltos.

Uma leitura que otimista por parte de António Costa, apesar da S&P prever que Portugal não vai cumprir nem a meta do défice nem a do crescimento.

Classe média será defendida no Orçamento de 2017

Já sobre o novo imposto sobre o património, o primeiro-ministro pouco disse, remetendo para o documento do Orçamento do Estado para 2017 que será apresentado. Até porque a medida ainda está a ser debatida com os partidos que apoiam o Governo e com a Comissão Europeia. 

Mas acrescentou que o Governo defenderá os rendimentos da classe média.

"A classe média foi torturada durante quatro anos. O que marca este Governo, e que tem sido criticado pela oposição, é a prioridade dada à reposição de rendimentos da classe média. Se há preocupação que o Governo tem tido é com a reposição de rendimentos da classe média", afirmou.