A PT Portugal adiantou que 5% dos trabalhadores dos centros de atendimento telefónico, um serviço assegurado por empresas de outsourcing, aderiram esta terça-feira à greve de uma hora, abaixo dos 50% avançados pelo sindicato dos trabalhadores das telecomunicações.

Fonte oficial da PT Portugal disse à Lusa que, segundo a informação disponibilizada pelas empresas de outsourcing que prestam aqueles serviços, a adesão global rondou os 5%.

A mesma fonte afirmou ainda que «não se verificou qualquer impacto nas operações de vendas e 'customer care' (assistência aos clientes)».

Em declarações à Lusa hoje de manhã, fonte do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) relatou uma adesão de metade dos trabalhadores dos centros de atendimento telefónico da PT, tendo em conta a média dos ‘call center’ de Santo Tirso, Porto, Évora, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Lisboa e Setúbal.

A greve foi convocada pelo SINTTAV para «despertar a consciência dos trabalhadores para os despedimentos que estão a ocorrer nas empresas e a forma indigna como os trabalhadores são tratados por alguns coordenadores», assim como para «combater os objetivos inatingíveis que lhes são impostos e os bancos de horas ilegais».

O sindicato disse que a ação visou ainda exigir salários dignos, o diálogo social, o pagamento de trabalho suplementar e a harmonização salarial.