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Trichet apoia plano grego e recusa falar de Portugal

Presidente do BCE sublinha que todos os países têm de fazer esforços de consolidação

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   |   2010-02-04 15:03

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou esta quinta-feira que a instituição «apoia os objectivos do plano grego, de reduzir o défice orçamental do país para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2012».

Após a reunião mensal dos governadores para decidirem a política monetária, onde o BCE manteve a taxa de juro de referência para a Zona Euro em 1%, Trichet incitou a Grécia a tomar as medidas necessárias para atingir o seu objectivo e considerou que as medidas orçamentais e salariais tomadas pelo executivo grego «são passos na direcção certa».

O Governo grego anunciou quarta-feira um plano de austeridade que inclui medidas como o aumento da idade da reforma de todos os trabalhadores até aos 65 anos de idade e um aumento da carga fiscal.

Questionado sobre a possibilidade de a situação grega poder alastrar a outros países, como Portugal e Espanha, o presidente do BCE limitou-se a repetir que «todos os países da Zona Euro devem fazer esforços de consolidação e cumprir as regras do pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e recusou-se a falar especificamente de qualquer país.

O mesmo não aconteceu em relação, por exemplo, ao caso irlandês. Embora parco em palavras, Trichet admitiu que as medidas tomadas pela Irlanda para corrigir a sua situação orçamental são «muito impressionantes e correctas». As medidas em causa passam, por exemplo, pela redução dos salários da função pública, das despesas sociais e do investimento público.

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EM BAIXO: Jean-Claude Trichet
Jean-Claude Trichet

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