As quatro principais associações do sector da construção civil assinaram esta quinta-feira uma carta internacional anti-corrupção, que será entregue em Novembro às Nações Unidas. Nela estão inscritas todas a práticas corruptas que pretendem combater, além de medidas preventivas.

Trata-se de uma iniciativa da Associação Portuguesa de Ética Empresarial, importar para território nacional uma carta já ratificada em 136 países, com o objectivo de «exigir aos respectivos governos uma luta mais activa contra a corrupção» e «criar um regulador internacional, com auditores independentes, para combater este problema», como exlicou à Agência Financeira Manuel Parra da Silva, presidente desta associação.

A Carta Anti-corrupção Global Compact foi assinada numa cerimónia que se realizou no Museu Oriente em Lisboa, pelos responsáveis da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS), Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP) e Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).

Ainda neste sector, aderiram também a Aroso Associados (empresa de gestão e engenharia) e o Instituto de Construção e Imobiliário (InCI).

Na prática «trata-se de mais um compromisso com as práticas de ética que já existem dentro da associação», disse Filipe Soares Franco, presidente da ANEOP. Por isso, esta carta «não vai mudar em muito o que tem sido feito até agora nas 37 maiores empresas do sector que representamos», acrescentou à Agência Financeira o responsável.

Filipe Soares Franco disse ainda que as empresas de construção «carregam o peso de uma imagem, por vezes, injusta», já que tem «muitas empresas cotadas em bolsa e com negócios nos mercados internacionais e que, por isso, seguem normas inabaláveis».

Esta carta internacional conta, também, com a assinatura de mais 31 empresas e associações, incluindo do sector do comércio, da energia e farmácia.