Os lucros do BCP dispararam 625 por cento para os 106,7 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. O valor é muito acima do previsto pelos analistas e contrasta com os 14,7 milhões apurados no trimestre homólogo.

O resultado líquido consolidado incorpora o registo da valia apurada com a dispersão a novos accionistas do capital social do BCP Angola no montante de 21,2 milhões de euros. Por outro lado, as contas de 2008 homólogas incluem os registos de perdas por imparidade originadas pela desvalorização das acções do BPI, no montante de 131,2 milhões de euros, o que também explica estes saltos.

A margem financeira totalizou 373,8 milhões de euros, contrastando com os 412,2 milhões de euros do primeiro trimestre homólogo.

Em comunicado, a presidência do BCP sublinha que «não é o crescimento de 625% que deve merecer destaque, mas sim o facto de se ter retomado a rota da geração de resultados alicerçada na actividade corrente do banco e traduzida num crescimento de 7,4% do produto bancário consolidado e de 16,0% em Portugal».

Menos 2% de colaboradores em Portugal

O recurso de balanço a clientes aumentou 9,4% para 49.935 milhões de euros, com os depósitos a subirem 11,6%.

Segundo dados do banco, o produto bancário cresceu 42,9% para 739,5 milhões de euros no mesmo período.

Na actividade nacional, o BCP cresceu 6,6% ao passo que a actividade internacional avançou 15,5%. Já os custos operacionais mantiveram-se controlados, subindo ligeiramente 400,7 milhões de euros.

O número de sucursais cresceu em Portugal das 899 para as 917. Lá fora, a actividade internacional assistiu a um crescimento de 14,8% para 886 espaços. Já em matéria de colaboradores, o banco reduziu o seu número em 2% para 10.602 pessoas. Na actividade internacional, houve o efeito inverso: um crescimento de 9,0% para os 11.623 pessoas.

Os títulos do BCP fecharam esta segunda-feira a recuar 0,24% para 83,3 cêntimos.