O Governo lança esta sexta-feira um concurso para projetos de execução rápida. O apoio é de 175 milhões de euros e tem como objetivo acelerar o investimento, disse à Lusa o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

"O Governo lança hoje um concurso do Portugal 2020 para projetos de execução rápida que são projetos, para executar no prazo máximo de 12 meses, de investimento na área de inovação, mas que pode ser também na área de marketing ou de gestão para as PME [pequenas e médias empresas], de investimento na área quer da inovação do produto, quer da inovação do processo"

O programa Acelerador de Investimento Portugal 2020 terá "uma majoração de 10 pontos percentuais na dotação dos fundos comunitários que será elegível, o que ajudará as empresas com melhores condições", afirmou o governante.

"A ideia é acelerar o investimento, daí se ter chamado a este projeto de Acelerador de Investimento do Portugal 2020, e o que se pretende é que as empresas acelerem e antecipem o investimento que já pretendem fazer na melhoria do seu processo produtivo, oferecendo nós também melhores condições neste aviso", salientou.

"Vai abrir já nesta altura e será para concluir até 15 de setembro, com uma avaliação que queremos que ocorra no período de um mês para que as empresas comecem ainda antes do final do ano a fazer investimentos e se acelere a retoma do investimento em Portugal"

Quem pode concorrer? O concurso é dirigido "a todo o tipo de empresas, quer às PME, quer às grandes empresas, particularmente dirigido às empresas que estão em setores transacionáveis quer da indústria, quer do turismo", disse o governante.

Este é o sexto concurso lançado esta semana pelo ministro da Economia. "Lançámos cinco concursos esta semana já anteriores a este, de 160 milhões, e lançámos desde junho também uma série de outros concursos que totalizam 785 milhões de euros, um volume muito grande de concursos para ajudar ao relançamento do investimento".

Os concursos lançados em abril e maio tiveram uma procura muito elevada por parte das empresas, segundo o ministro, acima do que estava inicialmente previsto. Houve, por isso, um reforço das verbas a eles destinadas.