Os operadores portuários pediram aos deputados uma clarificação do exercício do direito à greve, argumentando que querem evitar, no futuro, a repetição daquilo que consideraram ser greves «ilegítimas» dos estivadores.

Nas cartas de quatro páginas enviadas, no final de fevereiro, aos grupos parlamentares do PSD, PS, CDS, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes, a AOPL ¿ Associação dos Operadores do Porto de Lisboa e a AOP ¿ Associação Marítima e Portuária referem os conflitos laborais que as têm oposto ao Sindicato dos Estivadores e o acordo conseguido a 14 de fevereiro sobre vários assuntos entre eles o que permitiu a reintegração de 47 trabalhadores e o avançar das negociações sobre o novo contrato coletivo de trabalho.

Apesar do clima agora mais amenizado, nesta carta as associações adiantam que os dois anos de conflitos com os estivadores e as paralisações representaram «elevadíssimos prejuízos para os agentes económicos, para a economia local e também para a economia nacional», pelo que pedem aos deputados que «desenvolvam um processo legislativo que esclareça cabalmente o exercício do direito à greve, de modo a evitarem-se no futuro situações como a que ocorreu no Porto de Lisboa».

Os operadores querem que haja «fundamentos claros e estáveis para as decisões dos tribunais em matéria de exercício concreto da greve», pelo que consideram ser necessárias clarificações nas leis e regulamentos do direito à greve.

As cartas terminam com a AOPL ¿ Associação dos Operadores do Porto de Lisboa e a AOP ¿ Associação Marítima e Portuária a solicitarem audiências aos grupos parlamentares sobre o assunto.