Se Portugal conseguir passar na 8ª e 9ª avaliações da troika, que arrancam esta semana, o país aproxima-se do fim do programa de assistência. Para o vice-primeiro-ministro, será «o fim do protetorado».

Paulo Portas, que falava aos jornalistas após a reunião de concertação social com os parceiros, para preparar a visita da troika, lembrou que «se Portugal conseguir passar na 8ª e 9ª avaliações, aproxima-se muito significativamente do fim do programa de assistência económica e financeira (PAEF). Isso não significa o fim das nossas obrigações, nomeadamente no plano europeu, mas significa o fim do tempo do protetorado, significa que reavemos uma parte da nossa autonomia e liberdade enquanto nação».

Se isso acontecer, lembrou, «implica pensar no que acontece depois de junho de 2014. Tem-se falado num programa cautelar, que não é a mesma coisa que um segundo resgate. Programa cautelar é o que a Irlanda vai começar a negociar, e segundo resgate foi o que a Grécia recebeu».

Paulo Portas sublinhou que os parceiros transmitiram ao Governo a necessidade de cumprir o programa de assistência «procurando manter condições de coesão social e procura ativa de concertação e negociação de posições, dentro da margem de manobra que temos, que é a de um país que tem sido globalmente cumpridor, mas ainda depende dos parceiros e credores para ter meios para cumprir as funções básicas do Estado»

Os parceiros chamaram também a atenção para os «sinais ténues, que ainda não podemos dar como garantidos, que vêm da economia. Se lhes conseguirmos dar espessura», significa que «há uma viragem do ciclo económico, que a economia cria receita, consolida e consegue criar emprego».