A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira uma proposta de orçamento que permite evitar uma nova paralisação do Governo norte-americano até 2015.

A proposta, aprovada com 332 votos a favor e 94 contra, prevê uma redução do défice em 23 mil milhões de dólares (17 mil milhões de euros) sem aumento de impostos e elimina 63 mil milhões (46 mil milhões de euros) dos 85 mil milhões de dólares (62 mil milhões de euros) em cortes automáticos que começaram a ser aplicados em março.

O orçamento previsto para 2014 é de 1,012 biliões de dólares (736 mil milhões de euros) e de 1,014 biliões de dólares (737 mil milhões de euros) para 2015.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, congratulou-se com a aprovação da proposta pela Câmara de Representantes, afirmando que «representa um passo positivo para o país e a economia».

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, disse que os políticos do movimento ultraconservador do Tea Party «perderam toda a credibilidade» por terem rejeitado a proposta de orçamento - negociada pelo líder republicano em assuntos fiscais da Câmara, Paul Ryan, e pela senadora democrata Patty Murray -, sem conhecerem os seus detalhes.

«O acordo não é tudo o que queríamos, mas ajuda-nos a avançar na nossa política conservadora e seguir na direção certa», acrescentou Boehner em conferência de imprensa.

Os republicanos conseguiram garantir que os impostos não aumentarão, bem como a eliminação de parte dos cortes na área da Defesa, que contará com um orçamento em 2014 de 633 mil milhões de dólares (460 mil milhões de euros), enquanto os democratas conseguiram evitar cortes em programas sociais.

A líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi, disse que a «ausência de um acordo seria pior».

Em vez de prever um aumento das receitas através de impostos, como queriam os democratas, a proposta de orçamento estabelece um aumento das taxas de segurança em bilhetes de avião e um corte nos salários e benefícios de funcionários federais e militares.

O Senado terá ainda de votar a proposta, o que está previsto para a próxima semana.