O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, Faria de Oliveira, considerou esta quarta-feira que os compromissos políticos são indispensáveis para vencer a situação complexa do país e sublinhou a importância de prosseguir com a «obstinação pelo crescimentos económico».

«Ser clarividente é aceitar que para vencer mais facilmente e mais depressa são indispensáveis compromissos políticos para atacar com determinação e maior eficácia as causas, as questões de fundo que nos colocaram em situação tão difícil, criticar as consequências é fácil, participar na construção da solução é não um requisito de inteligência, como também um imperativo da ética política», afirmou Faria de Oliveira, uma das seis personalidades agraciadas hoje pelo Presidente da República pela forma como se destacaram na promoção da internacionalização da economia.

Lembrando que a crise financeira internacional e a crise da dívida soberana colocaram o país numa «situação muito difícil, extremamente complexa, revelando grandes fragilidades», o presidente da Associação Portuguesa de Bancos comparou a situação a uma doença.

«Tem-se trabalhado intensamente com muita coragem para por são um corpo que estava muito doente, certamente com medicamentos por vezes muito caros e elevados efeitos secundários, o que origina reclamações frequentes», disse.

Agora, continuou, é necessária uma visão estratégica para o desenvolvimento nacional e «seguir um rumo eficiente que pode ser facilitado por compromissos que permitiriam realizar tarefas como a reforma do Estado e da administração pública, acelerar reformas estruturais não acabadas, continuar o esforço de saneamento das contas públicas que assegure o cumprimento das nossas responsabilidades internacionais» e atacar as alarmantes perspetivas demográficas.

Por outro lado, acrescentou, é também imprescindível «prosseguir uma obstinação pelo crescimentos económico», pois é fundamental que o investimento cresça para criar riqueza e emprego.

Na sua intervenção, que foi feita em nome dos seis agraciados, Faria de Oliveira , que ano passado deixou a presidência do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), e é antigo dirigente nacional do PSD e antigo ministro do Comércio e Indústria, deixou ainda elogios ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, lembrando a década em que chefiou o Governo, entre 1985 e 1995.

Cavaco Silva, recordou, foi «o estadista que na chefia do Governo impulsionou a enorme mudança do nosso país nas várias frentes, um salto qualitativo sem precedentes em apenas uma década».

Além de Faria de Oliveira, o Presidente da República condecorou o gestor Pedro Reis, ex-presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Lídia Sequeira, que entre 2005 e 2013 foi presidente do Conselho de Administração do Porto de Sines, o presidente do Conselho de Administração da EDP, António Mexia, e os gestores Alexandre Relvas e Filipe de Botton.