O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, afirmou hoje que o «principal défice do país não é um défice de infraestruturas, mas de competitividade».

Num discurso na tomada de posse do novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), o governante adiantou que o «primeiro objetivo» do novo ciclo de fundos comunitários «será a dinamização de uma economia aberta ao exterior, capaz de gerar riqueza de maneira sustentada».

«Vamos privilegiar, assim, o apoio à aceleração da mudança de perfil de especialização da atividade produtiva para o setor dos bens e serviços transacionáveis, isto é, bens e serviços exportáveis ou suscetíveis de substituir importações», afirmou Poiares Maduro, acrescentando outro objetivo: capital humano.

Financiar as «boas ideias de negócio e os bons projetos», «incentivar uma lógica de plurifundos», «favorecer o financiamento reembolsável» e o facto de o financiamento ser «em função dos resultados e não dos meios» foram outras das notas deixadas por Poiares Maduro, que sublinhou a necessidade de «apressar a realização de projetos com fundos já comprometidos, mas ainda não executados».

Também presente, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, sublinhou que neste período pós-troika o enfoque passam a ser «respostas estruturais para outros défices e dívidas que transcendem as questões orçamentais e financeiras».

Moreira da Silva enumerou, entre outras apostas, o crescimento verde, além de relembrar a aprovação da Lei de Bases da Política dos Solos do Ordenamento do Território e de Urbanismo e disse que está para breve a aprovação de diplomas complementares.

No discurso de despedida do cargo de presidente da CCDR-LVT, Eduardo Brito Henriques deixou uma «nota pessoal de inquietação» face aos resultados das eleições europeias de domingo, incluindo os níveis de abstenção e a subida da votação em «movimentos populistas e extremistas».

Esse «clamor ensurdecedor», segundo Brito Henriques, «não se dirige apenas a cargos políticos, dirige-se ao Estado».

Já o novo ocupante do cargo, João Teixeira, salientou os «parceiros excecionais» para trabalhar, as autarquias, num momento em que é necessário «fazer mais com menos».