O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, considerou esta sexta-feira «extremamente difícil» o planeamento do Orçamento do Estado para 2014, acreditando que o «resultado final terá a solidariedade e o contributo de todos os membros do Governo».

Elaborar Orçamento para 2014 «é como meter Rossio na Betesga»

À margem da tomada de posse de Emídio Gomes enquanto presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Poiares Maduro foi questionado pelos jornalistas sobre a reunião do Conselho de Ministros de quinta-feira, dedicada à discussão do Orçamento do Estado para 2014, e que demorou cerca de 12 horas.

«Nós temos que passar por esse processo de consolidação orçamental, é fundamental. É isso que temos vindo a fazer. É óbvio que isso torna o exercício de planeamento do orçamento extremamente difícil», disse.

Na opinião do ministro, este «é um exercício difícil, para que todos contribuem dentro do Governo e cujo resultado final terá a solidariedade de todos os membros do Governo».

«Não é fácil. Seria bem melhor e bem mais fácil poder estar a governar num contexto em que o acesso a financiamento era muito fácil e não tivéssemos o grau de endividamento que temos nem o grau de desequilíbrio financeiro que temos», respondeu aos jornalistas.

Poiares Maduro sublinhou que é neste contexto que o atual executivo tem que governar e que está a fazer as escolhas que são difíceis.

«Eu acho que seria muito mais fácil, e às vezes eu bem desejaria, podermos estar a governar num contexto de financiamento fácil, em que Portugal não tivesse de estar a reequilibrar-se financeiramente, não tivesse um peso da dívida insuportável, que torna muito difícil o processo do Governo e as escolhas que temos que fazer», enfatizou.

Interrogado sobre os briefings, o governante rejeitou a ideia de que o de hoje tenha sido cancelado.

«Os briefings vão continuar, fazem parte da tal cultura política nova de transparência, de relação direta com os cidadãos que queremos promover e existirá um briefing na próxima semana», garantiu.

Sobre a proposta de reforma do Estado, Poiares Maduro reiterou que esta será apresentada brevemente, recordando que «a data específica compete ao vice-primeiro-ministro que tem a responsabilidade de a apresentar».