O ministro-adjunto e do desenvolvimento regional, Miguel Poiares Maduro, defendeu esta quarta-feira que o futuro do país passa pela competitividade, rejeitando «competir» com outros países onde são praticados salários mais baixos.

«Nós não podemos ter e querer ser competitivos em termos de salários baixos, esse não é o futuro para a nossa competitividade internacional, porque nós nunca poderemos competir nessa matéria com outros estados no mundo que têm salários bastante mais baixos», disse, citado pela Lusa.

Para o governante, os portugueses têm que desenvolver uma competitividade «inteligente», acrescentando «valor» aos recursos próprios das respetivas regiões.

«Essa competitividade que parte daquilo que são os recursos endógenos dos territórios, os produtos tradicionais, os recursos naturais, é essa competitividade que é muito mais resistente às pressões da globalização», declarou.

Miguel Poiares Maduro falava aos jornalistas na aldeia de Esperança, no concelho de Arronches (Portalegre), à margem de uma conferência subordinada ao tema «Recuperar o interior», promovida pelo BES e pelo jornal Expresso.

Para sublinhar este raciocínio, o governante recordou ainda que a «grande prioridade» do próximo quadro comunitário passa pelo apoio à competitividade e internacionalização.